quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016












Caros Amigos,
(para os menos atentos: basta fazer "ctrl + click"  nas palavras a azul para aceder aos vídeos)


Falando sobre música (I)

Esta semana tinha planeado escrever sobre o Tony Carreira, mas vários emails vossos obrigam-me alterar os planos. Tudo por culpa do Serge Gainsbourg , da bela  Jane Birkin e da sensual, sexy, erótica e  fantástica  música  que fizeram há já meio século.

O meu querido amigo Alfredo Esteves não se ficou, mergulhou no baú das recordações e mostrou-me a Gigliola Cinquetti, alertando para a realização cinematográfica do vídeo que explora com mestria o (alegado) lado puro, (talvez) inocente, certamente  virginal (na altura, pelo menos), da menina cantora. E os olhos da Gigliola, concordo com o AE, são fantásticos. Uma sensualidade adolescente. Pura?

Isto de ter colocado uma música sensual mexeu com o pessoal que lê as minhas  linhas às sextas, e logo o Pedro Duarte, que a sabe toda, nem quis saber da terna  Gigliola    e remeteu-me para os assumidos pecadores Rolling Stones. Ana Rodrigues lembrou, quase ao mesmo tempo, o sempre sedutor  Bryan Ferry, aqui metido em jogos de escravos sexuais e sei lá eu que mais coisas.

Já a Cristina Cristelo surpreendeu-me com a proposta dos Soul Ballet, um cálido ambiente moody a transbordar de sensualidade.

O Luis Noronha conseguiu chamar-me parvo de forma muito educada e disse que o que é mesmo bom é a Donna Summer  no meio de polícias musculados, exibindo longos cassetetes. Ele lá sabe.  Já a Fernanda foi muito mais agreste, deixou-se de paninhos quentes,  transformou o meu ego macho num farrapo (nem tenho coragem de escrever o que ela me disse),  e sugeriu os Queen. Sensualidade muito ritmada a dele, e apaixonada a dela.

Felizmente a  Nanda não me chamou nomes nenhuns, mas sempre foi dizendo que esperava que colocasse por aqui alguma coisa da Elkie Brooks. Sempre ás ordens, linda.  Com o toque q.b. de romantismo e nostalgia, a velhinha Elkie é sempre bem vinda a estas linhas.

Confesso o meu desapontamento por ninguém se ter lembrado da Roberta Flack. Esta música remete-me invariavelmente para lençóis de cetim, uma lareira, champanhe (também pode ser um excelente tinto alentejano e queijo da serra)… enfim, coisas boas, estão a ver?

De tudo o que sugeriram, meus caros, continuo a achar que em matéria de sensualidade nada, mesmo nada, chega perto de Je t'aime,... Moi non plus. Aquela voz da Jane Birkin a dizer que me ama, continua a tirar-me do sério… A Cristina que me perdoe.

Agradeço os vossos emails e sempre que se justifique, tenho todo o gosto em publicá-los.


Falando de música (II)

Os anos 80 foram, para mim, uma enorme explosão de música.

O talentoso pianista Bruce Hornsby da elegante Virginia não é, claramente, uma figura proeminente desta década dourada. No entanto dou comigo a ouvir com um prazer sempre renovado The way it is, um dos mais belos hinos aos direitos civis. Mandolin RainLook out any window e The valley road são outras músicas a ouvir sempre com muito agrado.


Uma história.

Sabe quem é a Severa? E qual a ligação com a Rua do Capelão?  Ouça a história  da Severa como só o meu amigo David Ferreira sabe contar. Basta clicar aqui


Fala quem sabe

Sem mais considerandos e completamente de acordo com o Pacheco Pereira:

" Como é que, algures pelo caminho dos últimos anos, perdemos a independência?
Como é que permitimos, todos, povo e governantes, o que se está a passar?

E não me venham com a dívida. A dívida ajuda e muito, mas não é a questão central.
A questão central é que ao abdicarmos da soberania, abdicamos também de democracia.

E estamos agora governados por uma burocracia anónima, sem legitimidade eleitoral, que responde aos seus donos e nós não somos donos de nada. Nem sequer de nós próprios."

in blog "Abrupto" de José Pacheco Pereira, 27-01-201





O momento da besta

Demasiado mau para comentar. Veja aqui






Notícia shock

Mais dois bancos perto do colapso. Veja tudo aqui





Um vídeo do outro mundo

Excerto da intervenção do escritor Ariano Suassuna.  É apenas um minutomas é de pura diversão.  




Pensamento da semana


Recupero um “pensamento da semana” publicado há anos pelo Inspetor Frederico de Menezes.   Cada vez mais atual.

«A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga.

Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.»

Aldous Huxley


Antes de terminar, permitam que deseje ao meu querido amigo Alfredo Esteves toda a sorte do mundo na operação que vai realizar para a semana. Que tudo te corra bem, camarada.

Um abraço a todos e um excelente fim de semana carnavalesco.

Alexandre



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